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  • Jaqueline do Nascimento, 29, morreu ao tentar proteger a filha de 2 anos durante tentativa de assalto
    Jaqueline do Nascimento, 29, morreu ao tentar proteger a filha de 2 anos durante tentativa de assalto
O sargento do Corpo de Bombeiros Anderson Costa, 35, publicou na noite deste domingo (9) em seu perfil no Facebook uma carta na qual conta a história de seu relacionamento de sete anos com a professora e estudante de engenharia Jaqueline Madeira do Nascimento, 29. Ela foi morta no sábado (8) na porta de casa, no bairro Colégio, na zona norte do Rio, ao tentar defender a filha de 2 anos de um assalto.
No relato, o marido conta que o casal construiu a residência juntos, na época em que Jaqueline estava grávida da filha mais velha, hoje com 7 anos. "Nos conhecemos ainda na infância, ela com 2 e eu com 7. O mundo deu voltas e quando ela tinha 19 começamos a namorar. Em 2005 ficamos sabendo que a Rafinha estava chegando e marcamos o casório. Não tínhamos nada e ela me ajudava a subir os tijolos com uma barriga de 3 meses", diz na carta.
Por volta das 21h do sábado, a professora se preparava para colocar o carro na garagem de casa, quando foi surpreendida por bandidos em dois carros. Ela teria se assustado com a chegada dos criminosos e um deles acabou atirando quatro vezes. Um dos tiros atingiu Jaqueline e o outro quase pegou na filha de 2 anos. Anderson chegou a levá-la ao hospital com vida, mas ela morreu.
O corpo da professora foi enterrado hoje no Cemitério de Irajá, na zona norte. O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios da capital, e a perícia foi realizada no carro, logo após o crime. O resultado sai em até 30 dias.
Até o momento, não há o retrato falado dos acusados, pois a vítima morreu e a única testemunha é a filha de 2 anos do casal. A suspeita é de que os bandidos sejam de uma das três comunidades da região: Jorge Turco, Sapê e Faz Quem Quer.
Confira a carta na íntegra:
"Amigos, eu tive a oportunidade de encontrar um anjo que se apresentou como gente na minha vida. Nos conhecemos ainda na infância ela com 2 e eu com 7, o mundo deu voltas e quando ela tinha 19 começamos a namorar, em 2005 ficamos sabendo que a Rafinha estava chegando e marcamos o casório. 
Não tínhamos nada e ela me ajudava a subir os tijolos com uma barriga de 3 meses. Fizemos nossa casa, e neste tempo moramos num quarto e depois numa meia água. Partimos pra dentro com apenas um quarto e banheiro e depois fomos fazendo as outras paredes, a Rafa já estava com uns 3 ou 4 meses.
Montamos nossa empresa e em 2007 terminamos nossa casa e em 2008 quebramos e passamos até por necessidades de alimentos, mas sempre estivemos juntos. Em outubro de 2008, ela me indicou para prestar serviços na empresa onde trabalhava e começamos a prosperar novamente. Tínhamos planos para os próximos 10 anos e ela era a única pessoa que sempre soube todos os passos, eu falava que se eu morresse ela iria tocar tudo e fazer o futuro das meninas (a Gabi chegou em 2010). 
Mas ontem Nosso Pai disse que já estava bom e a chamou para junto dele. Eu ficava horas conversando com a minha amiga, na sala, na cama, no café da manhã. Eu tive anos de verdadeira felicidade, pena que a missão dela teve que terminar. Ela era minha amiga, eu consegui encontrar o prêmio que todos procuram, eu encontrei a minha alma gêmea. Ela me ensinou a servir sem propósito, apenas pelo benefício do outro. Ensinou a ter propósito sem pegar na minha mão, eu não era nem tinha nada e hoje tenho projetos sólidos. Ela me tratava como um filho e eu queria protegê-la como uma joia. Eu só não tinha a resposta para este caminho que a vida nos levou. 
Eu confesso que não sou forte e apesar de discutir algumas vezes eu nunca teria peito pra sair de perto dela. Mas não tivemos escolha e agora me prendo ao que ela me ensinou nesta vida de exemplos. Eu não acreditava na pureza de sentimentos e na ingenuidade dos detalhes que ela observava, mas tudo isto me empurra a aceitar mais este desafio e eu realmente acredito que um dia vou encontrá-la e dizer "a missão foi cumprida".
Meus amigos, dediquem um minuto e façam uma oração pedindo paz e tranquilidade nesta nova jornada que ela atravessa. Na tarde passada nossa pequena família feliz dormia juntos depois do almoço e ontem mesmo ela ficou menor, mas temos que continuar a ser felizes e preencher o vazio com os sorrisos dela. Eu estou feliz porquê posso dizer que tenho duas joias, uma com a cara e outra com seu temperamento. Eu estou feliz porquê amei e fui amado, porquê tentei dar de tudo para ela e sei que ela mesmo sem fazer força ela foi muito melhor que eu. 
Que a paz de nosso Divino Deus esteja com você meu grande amor. Te amo para sempre."


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Sábado, 08 de Dezembro de 2012 - 20h29

Violência-SP 3: Policial é preso após atear fogo em jovem

FolhaPress
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SÃO PAULO, SP, 8 de dezembro (Folhapress) - Um policial militar foi preso em flagrante pelos próprios colegas após ter ateado fogo em um rapaz na madrugada de hoje no bairro Americanópolis, na zona sul de São Paulo.

O crime aconteceu após dois rapazes, que estavam em uma moto, terem ficado sem gasolina. Eles pararam a moto e pediram ajuda a um casal, que se dispôs a buscar o combustível. Logo depois, quatro policiais abordaram os dois. Após checarem o histórico dos rapazes, eles descobriram que ambos tinham passagem pela polícia.

O policial Maurício Penny Ribeiro, 33, sugeriu que eles estivessem armados. Quando o casal voltou com o combustível, o policial, que estava discutindo com os rapazes, pegou o recipiente e derramou o combustível em cima dos dois.

Uoshington Ramalho da Silva, 19, começou a pegar fogo na calçada. Willian Gonçalves da Silva, 22, conseguiu sair correndo e não se feriu. Diante da cena, os outros três policiais prenderam o colega em flagrante.

Ele responderá por tortura e tentativa de homicídio

De acordo com a Secretaria da Saúde, Uoshington teve de 50 a 60% do corpo queimado. Ele está internado no hospital Saboya, sem previsão de alta.

Em nota, a Polícia Militar afirma que todas as ações visando a apuração do fato foram adotadas pela instituição. Também destaca que "não compactua com atos ilegais e apura com rigor desvios de conduta e crimes eventualmente cometidos por seus integrantes".


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Sábado, 08 de Dezembro de 2012 -  

Quatro pessoas são baleadas em Ribeirão Preto neste sábado

Três adolescentes foram atingidos por tiros de madrugada, entre eles um jovem de 14 anos faleceu; durante a tarde, um homem morreu

Da reportagem
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Foto: Reprodução/ EPTVAdolescente de 14 anos foi baleado  em um ponto de ônibus no SimioneAdolescente de 14 anos foi baleado em um ponto de ônibus no Simione
Quatro pessoas foram baleadas em Ribeirão Preto, entre a madrugada e a tarde deste sábado.
Por volta das 2h30, três adolescentes foram atingidos por tiros nos bairros Simioni e Jardim Jandaia, na Zona Norte. Uma das vítimas não resistiu aos ferimentos e faleceu.
Durante a tarde, às 14h20 de hoje, a Polícia MIlitar (PM) e o Samu (Serviço de Atedimento Móvel de Urgência) foram acionados para atender uma ocorrência no Jardim Independência, onde um homem morreu após ser alvejado por disparos de arma de fogo. Segundo a Polícia Militar, crime ocorreu no cruzamento das ruas Guiana Inglesa e José Vilela. Nenhum suspeito foi detido.
Segundo a polícia, os suspeitos chegaram até o local em um carro prata, atiraram no homem, de 35 anos, e fugiram. A vítima tinha passagens por roubo a banco.
Adolescentes
De acordo com o Boletim de Ocorrência, a primeira vítima, 14 anos, foi alvejada às 2h22 em um ponto de ônibus do Simione. Quando os policiais chegaram ao local, o adolescente estava caído na calçada com sangramentos na cabeça e no abdômen.
Ele foi atendido pelo Samu, porém, faleceu antes mesmo de chegar ao hospital. A perícia foi acionada e foi constato que o garoto levou sete tiros no corpo, com ferimentos na mão, no antebraço, no pescoço, no abdômen, na coxa, bolsa escrotal e joelho.
Ainda de acordo com o B.O., familiares da vítima estiveram no local dos fatos, mas saíram sem prestar informações aos policiais. O enterro ocorrerá na tarde de hoje, às 16h30, no Cemitério do Bom Pastor.
No mesmo horário, outros dois adolescentes foram baleados na rua Antônio Junqueira Veiga, próximo à favela.
Segundo as informações do Boletim de Ocorrência, os rapazes de 16 e 18 anos andavam pelo local dos fatos quando foram abordados por dois indivíduos em uma motocicleta. O garupa teria descido e atirado.
De acordo com a mãe da vítima de 18 anos, o rapaz está consciente, internado na Beneficência Portuguesa, onde passará por cirurgia para a retirada da bala que ficou alojada próxima ao peito. A família confirma que ele é usuário de maconha.
O outro adolescente está internado na Santa Casa, mas não há informações sobre seu quadro clínico.


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Onde está Ana Paula Moreno Germano ?



Onde está Ana Paula Moreno Germano, desaparecida desde 03/10/2009?

Há 3 anos, a nossa querida amiga Sandra Moreno se faz essa pergunta sem resposta!

"Tanto quanto doloroso perder um filho para a violência é não saber onde, como e com quem está esse filho....portanto essa mãe merece todo nosso apoio, carinho e solidariedade" (Sandra Domingues)

Por Sandra Moreno

"No dia 03 de outubro de 2009 minha filha Ana Paula Moreno Germano, de 23 anos, saiu de nossa casa na cidade de Carapicuíba (SP) às 5h30min para ir trabalhar, cumprindo uma rotina que já fazia há quase dois anos. Ela entrava às 6h da manhã em uma empresa no bairro de Alphaville, região de Barueri, São Paulo, onde eu também trabalhava, só que no horário da tarde. Às 13h30min, quando cheguei à empresa, descobri que Ana Paula não tinha aparecido no trabalho aquele dia. Na mesma hora liguei para o seu celular, mas estava fora de área.

Minha filha mais velha, juntamente de seu esposo, foram me buscar para irmos a empresa de ônibus conseguir com o setor de tráfegos um relatório do cartão de passagem de ônibus, que naquele dia não havia sido usado. Como Ana Paula não tinha dinheiro na carteira, ficou claro que não embarcou no ônibus.

Em seguida parti para as empresas de monitoramento da cidade, pois Alphaville tem muitas câmeras de segurança. Tive acesso a todas as imagens daquele dia, ficando claro que minha filha não chegou a passar pela região. 

Às 18h eu já estava dentro da delegacia registrando o B.O (Boletim de Ocorrência), no dia seguinte fui a D.H.P.P. em SP Capital, registrando a queixa, levei a foto dela para ser colocado no site da polícia.

Dos policiais das delegacias por onde passei ouvi que eu já tinha levado 90% do trabalho pronto para a polícia. Até onde entendi, restava 10% para a polícia fazer, mas que não tiveram a capacidade de realizar.

Da polícia tenho o B.O e mais nada. Não concederam nem a quebra do sigilo telefônico da minha filha, talvez a única maneira de conseguirmos uma pista.

São mais de dois anos de muita luta com a Justiça em todos os setores: delegados, promotores, enfim, já tentei de todas as formas. Por desencargo de consciência fui até ao prefeito da minha cidade e dele ouvi que nada poderia ser feito.

Diante de tanto descaso, resolvi buscar uma providencia. Comecei a montar um quebra cabeça colocando tudo o que precisaria ter acontecido e não aconteceu, tudo o que deveria ter sido feito e não foi, e comecei a escrever uma resposta daquilo que com certeza precisaria acontecer.


Nessa investida soube que para ser apresentado ao Congresso Nacional um pedido que se comprova que o que existe não funciona, precisa, junto com o pedido de mudanças, ter 1 milhão de pessoas que queiram a mesma coisa. Resolvi então começar a recolher essas assinaturas para mudar a situação do desaparecimento de pessoas no Brasil. Estas assinaturas deverão ser recolhidas entre os estados brasileiros.

Quem quiser me ajudar e a todas as mães de pessoas desaparecidas no Brasil, basta assinar este abaixo-assinado. Desistir dessa luta é desistir de minha filha, coisa que jamais farei.

Sinto em mim a dor de todas as mães dos desaparecidos, uma dor que nos enfraquece, que é a dor da incapacidade. Nos sentimos incapazes diante de tanto descaso, com nossos filhos sabe Deus onde, e nós sem poder fazer nada, esta dor é que nos aniquila. Mesmo assim nós, mães de desaparecidos, lutamos, temos projetos, temos sonhos e acreditamos que podemos mudar.


Sei que são muitas as barreiras, que nem sempre temos forças ou condições de continuar, mas não importa. O que importa mesmo é a força e a fé que tenho que nós todas vamos vencer esta guerra. Para isso precisamos da sua assinatura.

Meu muito Obrigada,


Sandra Moreno"


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Quinta, 06 de Dezembro de 2012 - 14h41 ( Atualizado em 07/12/2012 - 14h23 )

Casal é condenado a mais de 10 anos por morte do menino Pedrinho

Desembargadores aceitaram o apelo do Ministério Público e mudaram a tipificação do crime de maus tratos para tortura

Jucimara de Pauda
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Juliano Gunello e Katia Marques, padrasto e mãe de Pedro Henrique Marques Rodrigues, o Pedrinho, morto em junho de 2008, foram condenados por tortura. A decisão é do Tribunal de Justiça e os desembargadores votaram de forma unânime.
Inicialmente, em primeira instância, a pena do casal foi de sete anos de prisão em regime semiaberto por maus-tratos. Com a nova tipificação, a pena de Juliano passa a ser de 10 anos, 10 meses e 10 dias e a de Katia 9 anos, 8 meses e 20 dias, em regime inicial fechado.
"O Tribunal de Justiça confirmou o meu entendimento a respeito da caracterização do crime de tortura seguida de morte e tendo em visto a reformulação da classificação a pena é adequada", diz o promotor José Roberto Marques, responsável pelo caso me primeira instância.
O advogado do casal, Luiz Carlos Bento, que pedia a absolvição do casal, aguarda a publicação do acórdão para estudar qual o recurso vai impetrar para reverter a decisão do TJ. "Vou recorrer, mas o recurso vai depender do que estiver no acórdão", afirma.
Ele explica que anexou na defesa que o raio-x feito em Pedrinho no hospital Santa Lydia não foi encontrada. "Quero este raio-x, porque a perícia diz que o menino tinha sinais de fratura de duas a três semanas na costela. Ele foi para a escola, visitou o pai biológico e não se queixou de dor? Quero este raio-x", diz o advogado. Ele também quer saber por que o TJ não aceitou o pedido dele para adiar o julgamento de ontem.

Morte
Pedro Henrique Marques Rodrigues, 5 anos, o Pedrinho, morreu em 12 de junho de 2008. Juliano Gunello e Katia Marques, padrasto e mãe do menino, foram acusados da morte.
De acordo com o IML (Instituto Médico Legal) a criança era vítima da síndrome da criança espancada e apresentava 65 equimoses pelo corpo. Ele também apresentava fratura no pulso o que pode ter resultado na embolia pulmonar que causou a sua morte.
Grupo acompanha caso desde 2008
A blogueira Sandra Domingues criou o site "Justiça para Pedrinho" e desde 2008 reuniu um grupo que acompanha o caso. Ela esteve em Ribeirão Preto com o grupo UDVV (União em Defesa das Vítimas de Violência) para acompanhar uma das audiências do caso.
Sandra chegou a escrever para o Tribunal de Justiça reclamando da demora dos desembargadores para julgar a apelação feita pelo Ministério Público para mudar a tipificação do crime. Agora, ela se diz satisfeita. "Levando em conta que eles não cumprirão a pena em sua totalidade, achei a pena pequena, mas diante da condenação anterior, com a mudança da tipificação do crime e também com o aumento da pena, ainda que pouca, sinto me aliviada e a sensação é de que enfim a Justiça por Pedrinho começa a ser feita."
 


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Sexta, 07 de Dezembro de 2012 - 23h20

Morte de membro do PCC foi estopim para ataques

Maxwell William Domingos, de 22 anos, era apontado como um dos grandes traficantes do Jardim Jandaia, zona Norte de Ribeirão Preto

Jucimara de Pauda e Georgia Rodrigues
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Duas pessoas morreram durante a noite em que houve ataques aos ônibus e também ao 5º Distrito Policial. Uma das mortes deu início à onda de violência.
Tudo começou por volta das 20 horas, quando Maxwell William Domingos, 22 anos, foi morto com três tiros, no Jardim Jandaia. Segundo o boletim de ocorrência, uma motocicleta e uma Blazer de cor preta, teriam passado e efetuado disparos. Ele morreu na hora.
O crime causou comoção entre os moradores do bairro que aplaudiram a retirada do corpo do local. Maxwell, que tem passagens por furtos e tráfico, era conhecido como grande traficante do bairro e suposto integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que domina os presídios paulistas.
"Ele era do PCC e foi executado. Os amigos ficaram revoltados e colocaram fogo nos ônibus", diz uma moradora que prefere não ser identificada.
Maxwell ficou conhecido em 2010, quando foi preso suspeito de liderar um esquema de furtos de pelo menos 300 motos.
A Polícia Militar suspeita que Lucas Henrique da Silva Sousa, que morreu durante uma perseguição policial e o garupa dele, um garoto de 15 anos, estavam envolvidos no incêndio de um dos veículos. "Eles não pararam na abordagem da Polícia e no meio deles havia um galão. Depois do acidente envolvendo os dois, nenhum ataque mais foi feito", diz o capitão José Antônio Golini, comandante do policiamento da zona Norte.
Segundo ele, os dois adolescentes eram conhecidos nos meios policiais e já haviam sido levados aos Distritos Policiais suspeitos de envolvimento com furtos de motocicletas.
Preocupação
No 5º DP, alvo de tiros na noite desta quinta-feira (6), a segurança foi reforçada durante todo o dia. Policiais chegaram a informar que novos ataques eram esperados.
Família
A família de Lucas Henrique da Silva Sousa diz que o adolescente saiu de casa com o amigo, sem comunicar aos avós o seu destino.
"Meu neto saiu de casa com um amigo de moto e parece que fugiu da polícia, bateu a moto e morreu na hora", diz João Batista da Silva, avô do adolescente.
Segundo ele, Lucas era educado e não era violento.
"Ele era um ‘carneiro’, mas eu desconfiava que ele tinha começado a usar drogas", conta o avô.
Silva explica que o menino ficou desnorteado depois que perdeu a mãe, há sete meses, vítima de uma doença no sangue.
"O pai dele morreu quando ele era pequeno e, depois que ele perdeu a mãe, ficou sem chão", conta o avô.
Lucas tem um irmão que está preso por tráfico de drogas.
Sem envolvimento
Durante a entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (7), o delegado da Polícia Civil, Haroldo Chaud, disse que não vê indícios de ligação do jovem Lucas Henrique da Silva Sousa e o garupa da motocicleta, um menor de 15 anos, com o suposto ataque aos ônibus ou mesmo com o tráfico de drogas.
O menor, que continua hospitalizado, já teria prestado depoimento e confirmado a versão da família. "A informação que temos é de que eles fugiram porque não tinham CNH e temeram a abordagem".
A documentação da motocicleta estava correta. Também não haveria provas concretas de que galões de combustível estivessem com eles.
Na ficha criminal de Lucas não constavam passagens pela polícia. Eles também não seriam conhecidos no mundo dos crimes.


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Quinta, 06 de Dezembro de 2012  ( Cravinhos Noticias)

Polícia prende suspeitos de matar delegado de Ribeirão Preto

Paulo Pereira de Paula foi morto em 4 de agosto, quando passava com sua moto pela pista local da marginal Tietê

FolhaPress
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Foto: 18. jul. 2003 - Renato Lopes / A CidadePaulo Pereira comandou DIG de Ribeirão e SertãozinhoPaulo Pereira comandou DIG de Ribeirão e Sertãozinho
A Polícia Militar prendeu na tarde de ontem (5) sete suspeitos de matar policiais na zona norte de São Paulo. Entre as supostas vítimas está o delegado da Polícia Civil Paulo Pereira de Paula, assassinado na marginal Tietê no dia 4 de agosto deste ano.

Os suspeitos de integrarem quadrilha especializada em roubo e furto de motos foram presos na rua Otaviano Basílio da Silva, na Brasilândia (zona norte). No local, havia várias motocicletas, algumas parcialmente desmontadas. A ação da PM foi feita em conjunto com a Polícia Civil.

Entre as supostas vítimas de roubo estão um soldado do 49º Batalhão da Polícia Militar e um do 33º.

Delegado

O delegado da Polícia Civil Paulo Pereira de Paula foi morto por volta das 21h do dia 4 de agosto quando passava com sua moto pela pista local da marginal Tietê, no sentido Ayrton Senna, próximo à ponte do Limão, na zona norte de São Paulo.

Segundo uma testemunha, duas motos com dois homens cada emparelharam a moto do delegado e pediram para ele entregar o veículo, depois atiraram contra o policial. O delegado foi atingido no rosto e no abdômen e morreu no local. Os bandidos não levaram nem moto nem a carteira do policial.

De acordo com a perícia realizada, o revólver do delegado estava no bolso da parte de dentro de sua jaqueta, fechado com zíper, o que indica que o policial sequer chegou a sacar a arma. O crime é investigado por policiais do DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa).


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